Apenas dois jogos de Tite à frente da Seleção Brasileira, com duas convincentes vitórias sobre Equador e Colômbia, foram suficientes para o grito de “o campeão voltou” ecoar das arquibancadas.

Embora seja muito cedo para qualquer análise do trabalho do ex-treinador do Corinthians no comando da Seleção Brasileira, é notório o clima favorável que Tite recebeu e provocou ao assumir este desafio na reconstrução do time brasileiro.

Apoio midiático de sobra, consenso popular, aversão ao ex-treinador da seleção, Dunga. Tudo isso somado a competência já demonstrada de Adenor Leonardo Bacchi, contribuíram para o técnico pudesse implantar sua filosofia de trabalho de forma tranquila e sem controvérsias e questionamentos externos que pudesse minar seu planejamento.

Prova disso, foi que sua convocação, contando com nomes como Taison, Giuliano e Paulinho, embora tenha causado certa estranheza, foi pouco questionada ou rechaçada pela mídia em geral.

Que justificaram tais escolhas feitas por Tite, à confiança  que tem nos jogadores, por ter trabalhado com eles nos clubes em que dirigiu.

Será que se fosse o Dunga o tratamento seria o mesmo?

Fica o questionamento.

O que é certo é que, se embora seja cedo para afirmar que “o campeão voltou”, pode-se ao menos enxergar um fio de esperança, uma luz no fim do túnel.

Que essas duas primeiras vitórias sejam um presságio de que se ainda não voltou, o campeão já sabe o rumo a seguir para voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído. O topo!

Imagem em Destaque:Lucas Figueredo / Mowa Press