A Democracia Corinthiana em seu período de existência trouxe resultados não só na administração do clube, com o direito de voto de todos os funcionários nas principais decisões tomadas pelo clube, sendo votos igualitários com mesmo peso, do faxineiro ao presidente.

Confira mais sobre a história da Democracia Corinthiana acessando o link: DEMOCRACIA EM PRETO E BRANCO: O Corinthians como porta-voz do povo!

Trouxe resultados dentro das quatro linhas. Recuperando o prestígio do clube que em 1981 fizera péssimas campanhas nos campeonatos Paulista e Brasileiro.

Já durante a Democracia Corinthiana, o Timão sagrou-se Bi Campeão Paulista (82-83) além de ter chegado às semifinais do Brasileirão de 1982.

BLOG MORAES JAU
Comemoração do Título Paulista de 82 (Fonte: Blog Moraes Jau)

Todavia, o maior impacto da Democracia em Preto e Branco que reverbera até hoje foi o seu auxílio na conquista popular do direito ao voto. Acesso a uma democracia do povo para o povo. A demonstração de que é possível modificar um sistema mesmo sendo o elo mais fraco que o compõe.

O Brasil se indignou a partir da luta de alguns atletas como Sócrates, juntamente com alguns jornalistas como Juca Kfouri e de artistas, em especial pelo surgimento de bandas de rock, que ousaram em não mais criar letras carregadas de metáforas para expor suas opiniões e indignações. Mas começaram a denunciar a ditadura e a opressão de forma explícita. Bandas essas como: Ultraje a Rigor, Titãs, Barão Vermelho, Legião Urbana e Blitz.

E uma grande onda foi tomando as ruas, criando força, tomando corpo e ganhado voz. Foi derrubando as barreiras da ditadura e reconstruindo as pontes da democracia.

Certamente esse feito histórico para o povo brasileiro, só pôde ser alcançado pela participação ativa destes artistas, jornalistas e atletas que emprestaram sua imagem e prestigio como espelho refletor da vontade popular. Que audaciosos, marcharam e juntaram um contingente capaz de superar as primeiras barreiras impostas pela grande mídia que num primeiro momento tentaram abafar a voz do povo reverberada por eles.

Mídia hegemônica que não resistiu à força dada pelo povo a seus representantes, tendo que recuar, noticiar e se render a força emanada pela voz das ruas, que gritava por Direta já!

Como não olhar para este contexto histórico e não relacioná-lo ao atual momento vivido pelo Brasil?

Dias de incertezas políticas, sociais e econômicas. Tempos de cólera inconstitucional. Tempos de um impedimento político no mínimo questionável. Presidente interino, que é ex-vice de uma quase ex-“Presidenta”. De governos e desgovernos cada vez mais corruptos. De Lava-Jato que quanto mais esfrega a sujeira política, mais lama encontra. Mais lama da cultura da corrupção da política brasileira. Lama espessa e perigosamente movediça.

Enfim, tempos de GOLPE. Mas do que um GOLPE na democracia. De um GOLPE desferido pela própria DEMOCRACIA. Que frágil deste a sua concepção e limitada, pela falta de uma urgente reforma política, espanca a população. Nocauteia um povo que lutou, sofreu e suou sangue, para adquirir seus direitos e que os vê escorrendo pelo esgoto da conformidade.

Sim esgoto da conformidade! Conformidade daqueles que poderiam dar voz e peso a vontade popular pela tal reforma política.

Se em tempos de ditadura, havia Sócrates, Kfouri, Ultraje a Rigor, dentro outros porta-vozes do povo. Porta-vozes que não se calaram diante do poder ditatorial que lhes era imposto. Hoje o que se vê é uma geração de jogadores, jornalista e artistas, que não precisam de agentes de censura para se calarem. Eles próprios os são.

Não se vê nenhum jogador como Sócrates que de punhos cerrados e erguidos, independente de estar certo ou errado, expunha sua opinião, e não se escondia atrás de seu posto, de seu alto salário, de sua condição econômica elevada pelo futebol, nem atrás dos títulos pelo Corinthians. Jogador que não se prendia a idolatria conquistada dentro do campo.

Acervo Globo
Sócrates que trazia na camisa a campanha DIA 15 VOTE, sendo entrevistado pelo então repórter Fausto Silva (Faustão) em 1982. (Fonte: Acervo Rede Globo)

Mas fez desta idolatria dada pelo povo, própria arma para o povo lutar por suas causas.

Quem são e onde estão os ídolos do futebol, os intelectuais, os renomados jornalistas esportivos, os donos de discos de ouro e de platina, quando o povo novamente precisa ter sua voz reverberada? Quando a população precisa novamente romper com o poder hegemônico da chamada Grande Mídia e resignificar a democracia, antes que a perca de uma vez por todas?

São tempos de censura que começam dentro de cada indivíduo, que luta apenas por suas próprias causas. Seus próprios interesses. Indivíduos que censuram a oportunidade fulgurante dada pelas redes sociais, das novas mídias que possibilitam o exercício da liberdade de expressão e da criação de novos contingentes que marchem contra o retrocesso vivido.

Retrocesso, que vai além da política, economia e da democracia.

O retrocesso é moral!

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