Conta a lenda que…

Há cerca de 1700 anos, um bispo religioso chamado Valentim lutou contra as ordens do imperador, Claudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras. O imperador acreditava que os solteiros eram melhores combatentes.

Apesar das ordens do imperador, o bispo continuou a celebrar casamentos.

Valentim acabou sendo descoberto, preso e condenado à morte. Enquanto o religioso aguardava o cumprimento da sentença, recebeu na prisão flores e cartas de jovens que diziam acreditar no amor.

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São Valentim (crédito: pvf.com.br)

Ainda na prisão, Valentim conheceu e se apaixonou pela filha de um dos guardas. A jovem, que era cega, levava refeições diariamente para ele. No dia do cumprimento da sentença, antes da sua execução, enquanto se despediam, Valentim teria, milagrosamente, devolvido a visão para a sua amada. O religioso a entregou ainda uma carta de adeus com a assinatura: “do seu eterno Valentim” (frase que ainda é impressa em cartões românticos nos Estados Unidos).

Canonizado como santo pela igreja católica, passou a ser chamado de São Valentim. A data da sua morte, 14 de fevereiro, é marcada em diversos lugares do mundo como dia dedicado aos casais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a data, conhecida como Valentine’s Day (Dia de São Valentim, em português), é marcada pela troca de cartas e presentes entres os casais, a exemplo da história do santo.

Mas, apesar de também ser linda, no Brasil a história é um pouquinho diferente…

Por aqui, o dia dos namorados não era comemorado até meados de 1949, quando o publicitário João Dória criou uma campanha com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor”, para aquecer o mercado do mês de junho, mês conhecido entre os comerciantes como fraco para as vendas. E a campanha, que começou no comércio em São Paulo, logo se espalhou por todo o país.

O dia escolhido, 12, lembra ainda à véspera do dia de comemoração do famoso santo português, Santo Antônio, conhecido entre as noivas e solteiras como santo casamenteiro (13 de junho, data da sua morte).

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Santo Antônio (crédito: blog Baú de Figuras)

Pouco se sabe da relação do santo português, Santo Antônio, com a fama de santo casamenteiro ou protetor dos casais. Santo Antônio era conhecido por sua simplicidade, humildade, conselhos e por estar sempre a serviço dos pobres e mais necessitados. Além de pregações sobre o valor e a importância da família.

Consequências dessa crença popular são as diversas superstições cultivadas ao longo dos anos entre pessoas que não veem a hora de subirem ao altar.

Vira o santo de cabeça pra baixo. Mergulha o santo na água. Amarra o santo debaixo da cama. Tira o menino Jesus da mão do Santo e prometa devolver só depois de arranjar um companheiro.

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Para além dos presentes e ambientes perfeitos, escolhidos a dedo para comemoração do dia dos namorados, não podemos nos esquecer do que realmente importa: o amor.

Esteja, não apenas neste 12 de junho, mas em todos os outros dias, ao lado de quem você ama. Companheirismo, respeito, carinho e cumplicidade são peças fundamentais para a construção de um relacionamento saudável e feliz.

Um Feliz dia dos namorados!